Publicado por: guerreiropacifico | Julho 12, 2009

Descobertas.

Faz tempo que não escrevo.

Estou a descobrir se tenho andado perdido, ou se tenho andado a encontrar-me.

Tenho escrito exclusivamente sobre mim, e isso é algo que não me agrada totalmente. Hoje quero transmitir algo mais do que satisfação pessoal.

É surpreendente como há tantas maneiras de dizer as coisas e como tenho tanta dificuldade em me expressar.

Gosto de ser altruísta, mas sem nunca deixar de ter presente que a primeira dádiva para os outros é o meu equilíbrio (ou tentativa de equilíbrio:)

Toda a gente procura ser mais feliz. Uma grande amiga disse-me que: “Somos alegres de vez em quando, mas felizes… é algo que raros conseguem.” . Esta frase é bruta e bela ao mesmo tempo, e por ser assim questionei a sua veracidade, mas sem grande resposta. O que sei é que a felicidade tem altos e baixos, há quem se preocupe com ela e quem se esqueça dela, há também os que se irritam só de pensar nisto. Tenho impressão que estes 2 últimos me irritam tanto com eu a eles.

Somos autores de um jogo em que as regras se descobrem aos poucos e cuja finalidade continuará sempre a ser um mistério. Não podemos ser felizes se nos virmos como vitimas dos acontecimentos dos outros. È importante perceber que somos sempre nós que tomamos decisões relativamente á nossa vida, seja ela qual for. Somos nós que dirigimos a nossa vida. Somos nós que estamos ao leme. Passamos a vida inteira a fazer escolhas que determinam o nível seguinte e todo o nosso futuro.

Ao andar atento ao mundo, e a mim próprio, descobri que o que incomoda muita gente é o que os outros pensam de nós próprios. Como tempo acabará por se tornar claro que tudo o que vivemos tem origem naquilo que acreditamos, os outros tem tendência para nos verem como nós próprios nos vemos. Esta questão só por si incomoda a nossa existência. Depois há a questão dos erros, parece que toda a gente sabe que errar é humano, mas toda a gente quer ser perfeita, e sempre que experimentamos uma coisa e ela corre mal, achamos logo que não nascemos para aquilo em vez de tentar novamente.

Por falar em nascer, um bebé cai em média 2mil vezes… o que significa que quando somos bebés não nos preocupamos com o que os outros pensam e levantamo-nos 2mil vezes até conseguir andar. Dai, felizmente não vermos adultos a gatinhar, o que vemos é adultos com medo de tentarem novamente.

Hoje estou em modo revoltado-com-força. Depois de ter descoberto esta informação guardei-a como ouro, gostava muito de a partilhar com quem estiver disponível para a ouvir, infelizmente nem toda a gente a quer ouvir. È que esta é uma das maneiras possíveis de simplificar a vida, que se a deixarmos andar sozinha tem tendência a complicar-se. E já que utilizei a palavra infelizmente aproveito para a alterar sem a apagar. Ao dizer isto(que nem toda a gente está disponível para ouvir este tipo de informação) tenho consciência que posso ferir algumas susceptibilidades. Às vezes dou por mim a pensar, tal e qual como estou a escrever agora e ou sou gozado levemente, ou ignorado, ou olham para mim tipo maluquinho.

O que me ensinou 2 lições. Uma é que se ofendemos alguém porque esse alguém é muito susceptível, de certa maneira o problema é dele e não nosso. Se formos a levar a sério tudo o que incomoda os “susceptíveis” ficamos bloqueados na maior parte das vezes porque o que não faltam ai são pessoas susceptíveis devido ás suas crenças. É importante preceber que o problema é deles. A outra lição é que se andarmos demasiado preocupados com demasiadas pessoas, ou com o que elas pensam, não estamos no caminho certo. Relembro que comecei a escrever sobre a felicidade, e para sermos felizes, um dos requisitos é darmo-nos com pessoas que gostam de nos ver felizes. Se nos dermos com pessoas mais egoístas e menos altruístas o resultado é desastroso para ambos, mas aqui, novamente,  devemo-nos focar em nós. Devemos dar-nos com pessoas que gostem de nós. Se as pessoas só gostam de nós porque agimos de acordo com os ideais delas, ou vice-versa, não é de amor que se trata… è tão agradável não recear nada daqueles que gostam de nós, e ao mesmo tempo é tão gratificante ter um amigo que nos dá uma chapada de luva branca em jeito de chamada de atenção para a realidade quando estamos perdidos… Mesmo numa família unida, cada um tem de viver a sua vida. Devemos ter em conta os efeitos que as nossas escolhas tem sobre os outros para não os prejudicar, mas, em compensação, não podemos ter sempre em conta as suas exigências, e ainda menos a opinião que eles vão ter sobre aquilo que fazemos. E nós não somos responsáveis pelas opiniões dos outros.

Agora voltando a um campo mais pessoal, questiono-me várias vezes se há mais alguém a pensar deste modo…Já que cair tem faz parte da vida, é preciso saber cair e saber levantar, de preferência a rir.

Cair a rir.


Respostas

  1. granda foto

  2. Um brinde ás nossas quedas e trambolhões, tão importantes como todos os nossos pulos e ascenções! (olha que rima, e se rima é porque é verdade como diz a minha avózinha!)
    Como faríamos um sem o outro?

    e quanto ao que os outros pensam……. tu sabes :)

  3. Apoio o Joao, é realmente uma granda foto! lol

    Apoio ainda mais a Ines, no brinde às quedas e trambolhoes. E proponho brindarmos pela vida fora: à felicidade, aos amigos, aos amores. Ao jogo da vida! Às regras da descoberta e da aventura! À busca pelo misterio final!

    Quero que sejamos sempre nós… a viver!


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